domingo, 20 de agosto de 2017

.RELEMBRANDO UMA RELAÇÃO QUE VAI NOS 56 ANOS....

....mais 5 anos de "PRÓLOGO"!!!




    FIM DO PRÓLOGO....
                                ....Padre Aníbal segredando: aqui para nós a noiva está demorando...
 ....chegou a tempo da água benta!
   ...SAUDADE  para 4...

....e  resultou nesta bela foto

sábado, 19 de agosto de 2017

 LACÓBRIGA …


São três horas da tarde e eu estou aqui. Aqui, a olhar uma claridade pálida, um amarelo desmaiado que se derrama sobre os prédios que se aninham sob um sol envergonhado. 

Lá fora, olhando das vidraças abertas de par em par oiço o mundo. Um estranho mundo. Uma simbiose de ruídos que me alertam que a cidade aberta, o mar azul e os chapéus coloridos espetados nas areias da praia, não são apenas e só sinónimos de lazer. Há uma cidade viva que já foi Lacóbriga no passado e é Lagos no tempo presente. E que há gentes que trabalham no seu labor de todos os dias. Os que aqui vivem. Os que casaram com a cidade e com o mar. Os que ajudam a mascarar as estatísticas do emprego com os seus trabalhos sazonais.

Depois, lá para outubro, o mar dobra-se sobre a areia fina e vai - se espraiando a lamber os pés das falésias nuas de vegetação. Os turistas partiram e as praias, órfãs da gente apressada e formatada para apenas sobreviver nos grandes centros urbanos, ficam sós. Restam os idosos que se sentam pensativos nos bancos dos jardins públicos. 

E os outros, os forasteiros, vindos do resto da Europa, que escolheram esta nova fase da vida para passearem os seus cães pelas arribas que se debruçam para o oceano. Os caminhos das arribas, são linhas estreitas feitas de poeira dourada pelo reflexo do sol vigoroso e abrangente.

Caminhos que dançam errantes ao som dos obstáculos naturais que deixam ver lá no fundo dos abismos pedregosos, praias desertas e selvagens de encantar. A cidade corre agora a um ritmo mais lento. 

Despedem-se os veraneantes e a bandeira azul e amarela símbolo da cidade, fica a flutuar ao vento no alto do mastro de uma qualquer traineira, numa espécie da adeus a quem parte, fazendo votos de um regresso no próximo ano, afinal uma forma de convidar todos quantos demandam esta região em férias, a ajudar com o seu contributo, a gente nobre desta terra algarvia e a economia da região.

E logo, quando o fim da tarde chegar, sentado junto ao Forte negro e austero a olhar as traineiras a partir para a faina, lembrarei o escritor Manuel da Fonseca e a sua alegoria sobre os homens  do mar:

“Lançam-se ao mar, a sua grande lavoura, onde charruam o pão com a quilha dos barcos. “

Quito Pereira    

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

UM VENTO TÃO PORTUGUÊS …


Aljustrel é nome histórico. Tem presente e passado de minas e de lutas sindicais. Agora também é nome de estação de serviço de autoestrada. No Verão, na romaria algarvia, entre litros de gasóleo, jornais diários e pasteis de bacalhau, vende – se de tudo. 

Também se vende café, o produto mais barato sobretudo para quem tem o dinheiro contado para uns dias de lazer no fundo de Portugal. A fila para o café em chávena é extensa naquele dia de Agosto. A mulher, anafada e transpirada, lá vai mostrando o seu enfado em voz alta, agastada pela espera, enquanto as meninas fardadas vão servindo atarefadas os exigentes clientes. Um ou outro guloso mais afoito, lá mete a mão na vitrina que dá acesso ao supremo gozo de um pastel de nata com canela. Nessa altura, já a mulher anafada está encostada ao balcão e diz imperativa ao marido:

-  Óh António, vai levar uma bica curta à minha mãe que ela não quer sair do carro …

O António, com cara de poucos amigos, camisola do Benfica vestida, calções de ganga, uma tatuagem de escorpião gravada na barriga de uma perna e chinelos de plástico nos pés, apresta-se a servir a sogra que leva a reboque para férias, enquanto vai rosnando uns palavrões impercetiveis naquela sua penitência.

É deste esquadrão de veraneantes que se alimenta parte do turismo algarvio. Quinze dias ou apenas uma semana em que vale tudo. Tempo para viver e para se fazer crer que se traz o rei na barriga. Para se fazer alarde de uma insolência que mais não é que uma espécie de ajuste de contas com quem os escraviza o ano inteiro. Do afogar das frustrações das batalhas diárias.

Por vezes, é preciso fugir desta massificação agressiva. Rumar a Sagres é remédio infalível. À medida que o carro vai galgando quilómetros de alcatrão, as gentes vão rareando. Um banho retemperador na simpática Praia do Martinhal, onde os banhistas se contam pelos dedos, enquanto uma brisa fresca tempera um sol esplendoroso.

A Pousada de Sagres, é local ideal para um almoço tranquilo. Um ambiente calmo, onde se percebe que a cozinha tem escola de hotelaria. Onde os funcionários são cordatos e profissionais.

Dali, olhar a paisagem. Ver o mar imenso e aquela sinfonia de pedra que entra oceano adentro, esfumada entre nuvens de espuma. Olhar o Promontório. Ter a sensibilidade de ouvir o sibilar dos Ventos e perceber a sua mensagem intemporal. 

É o Vento português de Sagres. Único e nosso. Tão património nacional como o Castelo de Guimarães, o Palácio Nacional da Pena ou o Mosteiro da Batalha. Símbolo Sagrado de uma identidade histórica deste nosso Portugal tão belo e tão português.

Quito Pereira      

Postalinho da Ericeira


(e é mesmo um postalinho... tão pequenino...)

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

COISAS SOBRE COIMBRA DE ANTÓNIO CURADO

MENINOS DE BIBE E CALÇÃO
Extrato do livro deste título publicado em 1993 dedicado aos alunos das escolas primárias

                Aos companheiros de bibe e calção curto
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      Vão longe os verdes anos da nossa juventude.
E, muito embora, os cabelos brancos polvilhem já as cabeças de quase todos nós, isso não importa, pois, que o nosso jovial e alegre espírito, sobrepondo-se à poeira dos tempos, faz-nos sentir teimosamente remoçados e prontos para prosseguir na senda dos nossos destinos, com a fé e a esperança bem próprias daqueles que tiveram a nossa formação e possuem, por isso, um passado de recordações da nossa existência.
      E isso acontece, principalmente, quando ocasionalmente nos encontramos ou reunimos, para matar saudades, em almoços de convívio e de confraternização realizados de quando em vez.
      E como, recordar, é viver, deixem que aqui relembre pessoas e locais que foram personagens e palco da nossa tenra idade e que, ainda hoje, em cada um de nós, provocam emotiva e insuperável saudade.
      Recordemos, em seguida e eterna homenagem, o inesquecível professor Moura, da escola primária da rua do Cabido, que aturou as nossas diabruras e "encaixou",nas nossas cabeças moças, os primeiros e essenciais ensinamentos.
      Recordemos, também, os miúdos que fomos, de bibe e calção curto, e lembremos, igualmente, o jogo da malha,o jogo do pião. o aperta a lança, o jogo dos polícias e ladrões, as corridas de arco, a barra, o boné catra póne lai vai o boné, o jogo do berlinde, o salto estátua, o jogo dos botões, o futebol com bolas de trapo no campo do Penedo da Saudade ou no Largo do Museu, e tantos outros entretimentos de outras eras e em que éramos os mais pródigos artistas.
      Recordemos o tilintar da "Cabra" da Torre da Universidade, bem como o som triste do majestoso Sino da Boa Morte e o alegre trinar da sineta, que anunciava casamentos e baptismos na Sé Nova, no Largo da Feira, onde a grande maioria de nós se baptizou e celebrou a Primeira Comunhão.
      Recordemos toda a bela Coimbra, a saudosa Alta e entre outras, a rua da Matemática, o Arco do Bispo, o Largo do Borralho, a Couraça dos Apóstolos, o largo da Sé Velha, a rua do Colégio dos Órfãos, rua do Correio, o Rego de Água, a rua dos Estudos, o Largo do Castelo, a rua dos Militares, a de Sub-Ripas, a Estrada dos Jesuítas, a rua dos Anjos e os Arcos do jardim, as Escadinhas do Liceu, a rua dos loios e de S, João, a Alameda do Leão, a rua Larga e tantas outras onde nascemos e residimos e as louca brincadeiras.
      Recordemos as figuras populares do nosso tempo. O Ricardo Caganêta do vocabulário asneirento. O Descanso Semanal que repudiava o trabalho e andava na pedinchice. O magricela Morte em Pé, o Zarolho da Perna Ingrata. A famosa "coisa" de Aço, iniciadora de muita juventude nas artes do amor. As suas colegas Vou Lá Eu ou a Minha Irmã. O Pêra Sacristão, que nos perseguia de vassoura na mão. O pernalta desengonçado Calmeirão-maestro das fogueiras de S. João. A Aninhas do Leite Morno, a Maria do Cu Fresco, que dada como morta na mesa fria do necrotério, reanimou muitas horas depois...
      Teremos de recordar o Cabeças, a Maria das Sebentas, o Cacau, o Chuque-Chuque, o Vaca Assada, o Dim-Dim, o barrigudo cabo Teodósio do trombone e o Marques polícia da corneta desafinada e o Dr Patacão da rua dos Militares, que para qualquer doença receitava sempre papas de linhaça e um copo de água do mar.
Outras personagens tipicamente populares que mereceram a nossa crisma:o Almeida Casadinho, o Zé Coxo do Gis, o Monstro dos bilhares no Largo da Feira e depois na Praça da República. O Salazar da Mercearia. O Pinharanda da Farmácia. O Mário Paixão Barbeiro e o Zé Beltrão Coxo. O Mnôlo Espanhol e o Zé Zebiário eo o Claudomiro do Buraco da tasca. O Arnaut Encadernador e o Marques Alfaiate. O Fernando Latoeiro. O Manel da Malucas, um velhote conquistador de sopeiras. O inesquecível Pirata da Leitaria pertinho da Universidade fiador dos estudantes em penúria.
      Uma longa lista de pessoas do nosso tempo do bibe e calção..
     Recordar também as surtidas ao quintal do Manel Pirête e às estufas do Jardim Botânico, para surripar laranjas e outras frutas.
      Os banhos, em grupo, completamente nus ou em cuecas, nas águas do lendário Mondego, nas noras da Ínsua dos Ventos ou no Choupal.
E quem não se lembra dos estribos dos eléctricos onde, acrobática e valentemente nos dependurávamos em viagens clandestinas e tantas vezes perseguidos pela polícia..
      A panorâmica que aqui tracei, como muita emoção e saudade, corresponde, apenas, à minha parcela contribuitiva para acrescer às inúmeras recordações dos demais companheiros da saudosa ESCOLA PRIMÁRIA DO PROFESSOR MOURA..
      Portanto, que no seu conjunto, as minhas e as de todos eles, completam a história da nossa mocidade, especialmente, quando éramos os GAROTOS TRAQUINAS DE BIBE E DE CALÇÃO CURTO

ANIVERSÁRIO

CARLOS CARVALHO

16-08-1951

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

FELIZ ANIVERSÁRIO!

PARABÉNS!


















                    QUE DEUS VOS ABENÇÕE!- AMEN!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

SEPARADOR MUSICAL... ESPERANDO PELO CARLITOS (que vem já aí na sua capicua 66)!...

....e a Malta do Talasnal e Lisa Doby lhe dão as boas vindas!

ANIVERSÁRIO


CARLOS VIANA

15-08-1944

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações deseja


MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!







 






ANIVERSÁRIO

PEDRO MADEIRA DA FONSECA

15-08-1951

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Passeando em Pointe Claire

Passeando-se nas ruas notamos que as pessoas gostam de apaparicar os seus jardins, nem que seja com uma bicicleta. O espaço de relva até ao passeio dá uma maior profundidade que descansa a vista a quem passa. Como a invasão da propriedade alheia é um acto muito grave, ela é respeitada mesmo que hajam belas flores ou árvores de fruto. A largura dos passeios é uma bela contribuição para que tudo funcione harmoniozamente. Muito simples mas belo.

domingo, 13 de agosto de 2017

sábado, 12 de agosto de 2017

JARDINS FLORIDOS DO BAIRRO...

   .... rosas e companhia! no jardim da Celeste



    ....  o alecrim que não cresceu no monte, não se quis separar das rosas e companhia, aconchegou-se e ficou na foto!
Ai meu amor, quem te disse a ti
que a  flor do monte era o  alecrim!

ANIVERSÁRIO



SUZANA MARIA REDONDO

12-08-1946


Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!


PARABÉNS!














     A foto que faltava...estava à espera!